Sessão Evocativa dos 850 anos de Mutualismo em Portugal
Realizou-se no Hotel Solverde, em S. Félix da Marinha a Sessão Evocativa dos 850 anos de Mutualismo em Portugal.
A Previdência Portuguesa nomeou Maria Adelaide Calmeiro, Ajudante de Ação Educativa no Jardim de Infância d’A Previdência Portuguesa, como candidata ao Prémio Trabalhador do Ano. A colaboradora ficou em 2º lugar, conseguindo 5.443 votos.
A associação mutualista concorreu também ao Prémio Inovar para Melhorar com o Projeto de Literacia Financeira.
Durante a tarde decorreu a conferência “Mutualismo e Políticas Públicas numa sociedade em mudança”. Moderado pelo jornalista Mário Augusto, o painel incluiu Fernando Medina, Economista e Ex-Ministro das Finanças; Jorge Mendes, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte; Miguel Guimarães, Deputado e Ex-Bastonário da Ordem dos Médicos; e Pedro Passos Coelho, Professor e Ex-Primeiro-Ministro.
A sessão estendeu-se por mais de duas horas, em que se discutiram desafios – conhecidos e emergentes – das políticas públicas de apoio e proteção social, habitação, previdência e saúde.
«Só sobrevive 850 anos o que tem libertação e força e capacidade de adaptação. O mutualismo é uma ideia – feliz e libertadora – de futuro por responder a problemas sociais novos e outros que se mantêm.»
«O mutualismo vem do passado e ajudou a criar o estado social, mas é cada vez mais presente e mais futuro porque o que as mutualidades conseguem oferecer é algo que estamos a perder todos os dias: humanidade.»
«Só se confia em que se conhece, só se conhece quem está próximo: as associações mutualistas estão próximas, as pessoas conhecem, os associados confiam – o mutualismo tem de fazer parte da solução.»
«Uma sociedade moderna, organizada, democrática, tem um papel confiado ao Estado na condução dos interesses coletivos, no arranjar de soluções e na prevenção de problemas, mas também a ideia de que a política e os políticos não devem ser uma coisa à parte da sociedade. Cada um de nós é um político; a ação de cada um de nós é decisiva para resolver os problemas da cidade. Não podemos lavar as mãos da responsabilidade e delegar tudo ao Estado – isso não é prudente. Temos de contribuir não apenas para o nosso bem-estar, mas também para o do outro – as mutualidades dão um contributo importante e são um exemplo fantástico disso – resolução de problemas e criação do futuro que desejamos. Não nos podemos alhear com as responsabilidades que incumbimos ao Estado.»




