Everybody's got something to hide except me and my monkey
Exposição de linogravura de Miguel Pinheiro
De 11 a 30 de janeiro, a Galeria de Arte da Casa da Mutualidade, acolhe a exposição “Everybody’s got something to hide except me and my monkey”, de Miguel Pinheiro.
Esta exposição de linogravura organiza-se em dois momentos que exploram o simbólico, a perceção e a relação entre imagem, espaço e som.
Na primeira parte, um macaco surge como figura errante, impresso sobre diversos suportes intimamente ligados à cidade de Coimbra – páginas do Torga, tickets de estacionamento, livros de estudo, o “Infinito”… imagens de passados vários e de fragmentos do quotidiano urbano.
Estas obras constroem a ideia de um passeio pela cidade, onde o percurso se transforma em narrativa visual, por vezes autobiográfica. O andar enquanto atitude estética: um gesto livre e intuitivo que transforma a cidade num campo de observação, sobreposição e experiência.
A segunda parte da exposição desloca essa deambulação para o território da música. As linogravuras são impressas sobre velhas e gastas partituras para piano, de compositores como Mozart, Beethoven, Weber ou Thomé (obtidas em lojas de velharias da Baixa de Coimbra), explorando relações sinestésicas entre som e cor. Cada obra propõe um cruzamento entre o visual e o auditivo, deixando que seja este a estabelecer o contexto que cada um confere à figura que vê e alargando a sua leitura para além do plano visual.
Os QR Codes disponíveis junto aos trabalhos permitem ao visitante ouvir as peças musicais correspondentes, integrando o tempo e som na experiência expositiva.
A proposta é uma abordagem expandida da gravura, onde o percurso, o suporte e o som se tornam elementos ativos na construção do significado.
Sobre o artista
Miguel Pinheiro nasceu em Lisboa, em 1971. É arquiteto paisagista desde 1996, artista plástico e professor. Vive e trabalha em Coimbra há cerca de 30 anos, cidade onde desenvolve a sua prática profissional e artística.
No campo das artes visuais, tem vindo a dedicar-se à linogravura, apresentando o seu trabalho em exposições individuais. Em 2024 expôs na Sala Guilherme Filipe, em Arganil, e entre 2024 e 2025 realizou uma exposição no Museu Municipal de Coimbra, no edifício do Chiado.




