SIDA DEBATE 900x400

A Casa da Mutualidade – Galeria de Arte e Centro de Mutualismo acolheu ontem, 6 de dezembro, um debate sobre o vírus VIH/Sida que contou com a participação do médico Pedro Correia, da enfermeira Isilda Inês e da psicóloga Carole de Oliveira.

“Assinalar o Dia Mundial de Luta Contra a Sida é um gesto simbólico, uma vez que a Sida existe todo o ano”, reconheceu Isilda Inês, enfermeira e presidente da direção da Longevitatis, realçando, no entanto, a importância da temática dado “tratar-se de uma grave problema de saúde pública, com implicações do ponto de vista pessoal e económico”.

A dirigente da Longevitatis referiu que, em 2017, o número de diagnósticos de novas infecções subiu uma décima em Portugal, face ao ano anterior, e que os jovens entre os 25 e os 29 anos são a faixa etária de maior risco.

“Os dados globais são preocupantes, sendo que os países mais pobres são os que apresentam maiores taxas de infecção pelo vírus VIH”, comentou o médico Pedro Correia, do Serviço de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra.

Carole de Oliveira, do Centro de Dia Sol Nascente, destacou, por sua vez, que a instituição pertencente à Cáritas Diocesana de Coimbra presta apoio social, clínico e jurídico aos toxicodependentes e seropositivos, tentando melhorar a sua qualidade de vida, sendo que, acrescentou, estes são ainda penalizados “com dificuldades de integração social”.

O debate foi organizado pela Associação Mutualista A Previdência Portuguesa e pela Longevitatis e inseriu-se no âmbito de uma campanha de sensibilização em prol da luta contra a Sida promovida por esta associação cívica.

“É no dar que se recebe” é o lema d´A Previdência Portuguesa, Instituição que se tem demarcado no apoio ao desporto, cultura e causas sociais.