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A Previdência Portuguesa foi fundada em 11 de Janeiro de 1929. Um grupo de homens animados pelo querer e pela vontade que move montanhas, pôs ombros à criação de uma Associação de Socorros Mútuos, em Coimbra. Médicos, advogados, funcionários públicos, comerciantes, oficiais do exército, empregados bancários, entenderam que a salvaguarda do futuro da família implicava fundar uma associação que deixasse legados para os familiares dos sócios. Aqueles iam de 5 a 20.000 escudos. Os primeiros quinze meses de vida pautaram-se por múltiplas dificuldades. Sem Sede própria faltavam os serviços de secretaria e de cobrança. Os sócios não abundavam. O Boletim No entanto, a situação foi melhorando. Um Boletim mensal, que permanece vivo, com edição iniciada em 1931, tornou-se no veículo certo para viabilizar as relações entre sócios, dirigentes e funcionários. Em 1932, a Associação vivia desafogada. A "criancinha" fez-se mulher. Novos estatutos neste ano, quando existiam 1.200 sócios, indicava que tudo corria bem. A credibilidade e o esforço dos dirigentes e dos trabalhadores aumentavam. Porém, a difamação chegou. As companhias de seguro não queriam concorrentes, ou seja, instituições que as substituíssem, com vantagem, nos objectivos de segurança social. Em 1935, graças ao dinamismo das Direcções, adquiriu-se o edifício para a Sede, situado na Praça 8 de Maio. Quatrocentos contos, incluindo mobiliário e equipamento, mostraram da boa saúde financeira da nossa Associação. Dificuldades, Retoma e Estabilidade Fomentar o maior rendimento para os capitais, logo beneficiando os associados, era a meta dos nossos Dirigentes. E, surgiu a iniciativa de construir um Bairro de Casas Económicas. O Estado não autorizou e obrigou a converter o capital em títulos do Estado. O desespero. A situação começava a complicar-se. O Governo apertava com medidas repressivas. O Boletim era pasto das exigências da Comissão de Censura. E, foi suspenso, em 1938. A existência da Associação entrou em perigo. Mas, a coragem e determinação de alguns Dirigentes e para fazer face à sangria feita pelos títulos e rendibilizar o capital existente, a Direcção adquiriu imóveis nas ruas Dr. Manuel Rodrigues e Mário Pais. E, chegou o ano de 1940, que iniciou uma década preocupante. Uma Comissão Administrativa nomeada pelo Governo assumiu a liderança da Instituição. O momento era difícil. Entretanto, foram aprovadas as alterações impostas pelos Estatutos. O consolidado financeiro permitiu novo investimento e ampliar o património com a compra de oito prédios na Rua Pedro Monteiro e mais outro na Rua Simões de Castro. Em 1948, os associados aumentam, e em 1950 são distribuídos, pela primeira vez na vida da Instituição, os excedentes técnicos pelos associados, registando-se nova partilha em 1955, para em 1957, se comprar o terreno destinado à nova Sede, que volvidos dez anos, 1967, é inaugurada com pompa e circunstância. Em 1957 foi criada a nova modalidade de Subsídio a Prazo com Opções, cujo pleno (montante máximo de inscrição) afirmou a estabilidade que se estava a sentir. A força da Instituição Acontece em 1973 o I Encontro de Agentes e Correspondentes, demonstrativo da grandeza territorial da Associação, e o segundo encontro em 1975. Naquele ano, realizou-se, também, um Plenário Nacional de Associações de Socorros Mútuos, organizado pela A Previdência Portuguesa que reuniu 27 Associações de todo o País, reunião que originou a formação do SNASM - Secretariado Nacional de Associações de Socorros Mútuos, que veio dar o FNASM e, posteriormente, a União das Mutualidades Portuguesas. Iniciaram-se os empréstimos hipotecários aos associados, para apoio à habitação própria, beneficiando os mesmos e dando possibilidades de angariar maiores rendimentos para a Associação. Ainda foram criadas as novas modalidades de Subsídio Dote e Subsídio Duplo de Sobrevivência e Prazo, proporcionados pela alteração estatutária, com pleno de 100 contos. A convergência de diversos factores com realce para a legislação revolucionária para as Mutualidades, deixou abertura para o desenvolvimento, inovação e afirmação do Mutualismo. Em 1984, vieram a lume novos Estatutos que permitiram a implementação do Subsídio a Prazo com Pagamentos Antecipados. associados e colaboradores, vincado, naquele ano, com a aquisição do imóvel e terreno onde se instalou o Jardim de Infância, que se assume, actualmente, como uma das grandes valências associativas no apoio e educação da criança a nível regional. Mas, A Previdência Portuguesa não se fechou no casulo da relação nacional. Acompanhar todos os movimentos e recolher ensinamentos oriundos desses programas mutualistas foi uma prática posta em acção. A partir do IV Congresso Nacional, 1984, das Jornadas Europeias da Previdência Social Complementar, em 1991, e das Conferências Europeias de Economia Social, no estrangeiro, desde 1992, sem esquecer a presença no 50.º aniversário do CIRIEC, em Bruxelas, todos estes encontros foram participados pela nossa Instituição. O Reconhecimento E, neste percurso histórico e de reconhecimento pelos serviços prestados à causa mutualista, a Câmara Municipal de Coimbra concedeu à Instituição, a medalha de Ouro da Cidade, galardão concedido, somente a entidades e organismos com relevante papel na afirmação de Coimbra. Em 1987, outro ano histórico para A Previdência Portuguesa, com a atribuição do Prémio da Imprensa de Mutualismo, pela Casa da Imprensa, Lisboa, galardão que enaltece o esforço dos valores humanos e técnicos da nossa Associação, um aval ao trabalho realizado desde a fundação. Em 1989, novo passo gigante. O Jardim de Infância foi inaugurado oficialmente com a presença do Secretário de Estado da Segurança Social, Dr. Luís Filipe Pereira. Na década de 90 foram implementadas mais duas modalidades de benefícios: Subsídio Duplo de Sobrevivência e Subsídio Periódico com Opções, com o pleno a ser primeiramente fixado em 3.600 contos, para em 1997 ser actualizado para 5.000 contos. Dos temas apresentados no V Congresso um deles foi da responsabilidade de Coimbra, que mereceu aplausos dos congressistas e o mérito dado pela organização. Antecipação do Futuro Uns estatutos mais actualizados e de harmonia com o Código Mutualista, aprovado pelo Decreto-Lei 72/90, de 3 de Março, impunha-se. O Mutualismo dos nossos dias exigia inovação. E, nesta mudança sustentada pela força e querer dos Dirigentes, foi implementada a modalidade das Pensões de Reforma, um desafio social e um propósito de enveredar por novas alternativas mutualistas numa época de transformações. Cursos para Dirigentes e Trabalhadores, participação em jornadas mutualistas, representação em Órgãos de Segurança Social e nos Corpos Sociais da União das Mutualidades Portuguesas constituem objectivos mantidos e aprofundados ao longo do tempo. Também, a angariação de novos agentes e correspondentes no território nacional, com a entrada de associados e qualificação dos mesmos, tem operado a uma reformulação associativa de incontáveis resultados e de dedicada força mutualista. O Património Líquido existente e cujo valor ultrapassa os 10.000.000 de euros, a garantia dada aos associados pela solidez dos Fundos Associativos através das reservas matemáticas, os subsídios prontamente liquidados a mais de 50.000 associados e beneficiários que ao longo dos anos foram passando pela Instituição, justificam que A Previdência Portuguesa se apresente, a nível nacional e internacional como uma mutualidade de referência e um exemplo marcante para o amanhã, alicerçada no passado e no presente que sonha construir e vivificar. |